Sobre o ser humano que se completa e a sociedade que se diverge.

Desde muito tempo me deparei com uma citação que me toca muito e ela sempre volta a me tocar na lembrança de alguma forma, principalmente nos momentos de desconforto da minha vida e os de confrontar os desafios do caminho, do crescer e do aprender com os erros e acertos:
 
“Se você julgar um peixe por sua habilidade de subir em árvores, ele viverá o resto de sua vida acreditando que é um idiota.” (Albert Einstein)
 
Sempre que isso acontece, reflito um montão de coisas sobre mim, sobre o quanto sou pequeno e o pouco que sei sobre minhas capacidades e quanto disso eu venho me descobrindo e re-descobrindo ao longo da vida. O quanto já cai nesse caminho, o quanto me levantei e o quanto as pessoas ao meu redor foram importantes para isso. Penso também sobre o Nós, sobre como nossa sociedade vê uns aos outros, sobre o tanto de preconceitos que criamos e o quanto muitas vezes reagimos de maneira indiferente com a dor sentida por uma pessoa ao nosso lado. O quanto poderíamos ser diferentes e agir mais através do amor, empatia e compaixão ajudando os nossos próximos como a nós mesmos; e isso ocorre em todo lugar, seja no ambiente de trabalho ou na escola onde estudamos – e talvez aqui seja o primeiro passo que precisamos dar para mudar – na educação.
 
Fico refletindo sobre como nosso sistema educacional é falho, não somente no Brasil, mas em todo o mundo! Deixa de ensinar o “essencial que muitas vezes é invisível aos olhos do homem” (segundo o Pequeno Príncipe), ao invés de aguçarmos o pensamento puro e harmonioso de uma criança para/com todos os animais, natureza e pessoas, independente do seu sexo, cor, gênero, religião e capacidades para um pensamento único, que se converge numa só convicção que transcende tudo isso, um só sentimento, que nos conecta, que nos ergue como um só corpo, que nos faz SER. No entanto, fazemos exatamente o contrário: Geramos mais competitividade e discórdia, do que colaboração e consenso; Geramos mais ódio e preconceitos, do que amor e respeito as individualidades; Mais miséria e diferenças sociais, do que justiça econômica e social. Isso tudo me preocupa muito e preciso confessar que às vezes a angustia e a dor que sinto quando penso sobre esses nossos problemas são tão grandes que me fazem chorar. A tristeza que invade meu coração nesse momento, em que escrevo esse texto, é por ver e saber que tudo isso acontece o tempo todo, em cada canto dessa nossa terra, a cada minuto, cada segundo, uns com os outros, como se o melhor fosse causar a tristeza e desconforto do outro, do que sua felicidade e bem estar. Por isso, por esse conjunto misturado de pensamentos e sentimentos, reflito tanto sobre o quanto fica cada vez mais evidente a distância dentre a humanidade ideal e utópica de meus sonhos para a que nós vivemos hoje.
 
Quero compartilhar do meu refletir sobre esse julgamento prévio sem fim que muitas vezes fazemos a cada dia, sobre o “pré conceito”, sobre o olhar nas diferenças de forma a dar mais atenção ao subestimar ou não acreditar no próximo mais do que o estimar, estimular e acreditar! Pois acredito na importância de se espalhar esse sentimento, para que vocês também comigo possam dividir e convergir nessa reflexão, meus amigos, sobre nosso sistema social e educacional. Vocês, principalmente amigos e família, que me conhecem de perto e sabem o quanto o decorrer da minha educação na escola foi sofrida e quantos obstáculos eu tive que enfrentar no meu processo de aprendizagem, e o quanto isso se repercuti na minha vida até os dias de hoje; o quanto eu me preocupo com minhas dificuldades de comunicação, com meus defeitos e o quanto a cada dia me esforço para mudar. O que temos feito com a educação hoje em dia e o que podemos juntos pensar e fazer diferente daqui pra frente? Todos nós precisamos nos engajar em busca do conhecimento, no evoluir de nossas consciências, nesse viés de pensar que tem parte dentro de cada um de nós – seres humanos! Pois só mudaremos se a cada dia, sem cessar, buscarmos o saber, buscarmos a empatia, buscarmos o entender e o compreender.
 
Do pouco que sei e presenciei em discussões na minha jornada, posso dizer que questões como teste de QI antes tão valorizado, já é passado e não mede real inteligência. Hoje já se sabe que existem diferentes formas de pensar, que pessoas podem ser mais do lado criativo da coisa ou mais do raciocínio lógico, ou qualquer outro modo até as vezes inimaginável. Podemos até pensar e aprender diferente, mas isso não nos torna maiores ou menores, nem muito menos incapazes de consentir juntos. Diferentes habilidades são treinadas dependendo de diversas variáveis, como sua história de vida, esforços, fraquezas, determinação e ensejos; e muitas vezes nossos maiores sonhos nos guiam diante de nossas maiores quedas e desconfortos, nos motivando e dando forças diante de todo esse ciclo de aprendizado de vida.
 
Somos o que somos, somos humanos, diferentes, divergentes e complementamo-nos uns aos outros. Precisamos mais e mais pensar no coletivo do que no individual; e no indivíduo como pessoa, seja próxima ou distante, com empatia e amor; sem julgamento prévio. Precisamos mudar nossa forma de pensar, entender a evolução da mente, do corpo, da sociedade em que vivemos; e assim, mudar o mindset, desde os mais novos até chegar nos mais velhos, e vice versa; e começar a aprender, juntos dentre cada um de nós e fazer da vida uma grande escola conjunta, menos competitiva no individualizado – herança de nossa parte humana julgadora carente do bom coração, do se colocar no lugar do outro; e do capitalismo moderno que nos consome desenfreadamente. Precisamos fazer da vida uma eterna escola colaborativa, sonhando juntos, além de nossos sonhos únicos e pessoais, mas em busca de um mesmo sonho conjunto comum:
TORNAR O MUNDO UM LUGAR MELHOR PARA TODOS!
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